Segundo domingo de Dezembro comemora Nossa Senhora de Santa Cabeça

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Cerca de 1,5 quilômetro de estrada na margem direita do km 68 da Rodovia Presidente Dutra, sentido Rio de Janeiro, leva devotos vindos de várias localidades a um lugar de muita devoção e fé. Meio escondido na Rodovia dos Tropeiros, zona rural de Cachoeira Paulista (SP), está o Santuário Diocesano de Nossa Senhora de Santa Cabeça.
 Foto de: Eduardo Gois / JS

Cercada por morros, montanhas e o canto dos pássaros, a bela paisagem abriga um verde deslumbrante, diversas chácaras, sítios, e serve de caminho para pessoas que vêm em romaria, principalmente aos finais de semana.
As romarias partem principalmente do sul do Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e cidades da região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo; porém, é comum encontrar turistas de todo o Brasil que aproveitam a proximidade com o Santuário Nacional de Aparecida ou a Canção Nova para também conhecer o local.
Pertencente à diocese de Lorena (SP), o Santuário vem recebendo cada vez mais visitas. No segundo domingo de dezembro, data em que se comemora a Festa de Nossa Senhora de Santa Cabeça, o Santuário costuma receber cerca de 10 mil pessoas.
O local, que antes pertencia à Paróquia de Santo Antônio, em Cachoeira Paulista, foi oficializado como Santuário no dia 26 de setembro de 2010, por decreto do bispo emérito de Lorena, dom Benedito Beni dos Santos. 
Padre Pedro Cunha é o atual reitor
Ouvindo de repente, o nome pode causar estranheza. Afinal, por quais motivos Nossa Senhora poderia ser chamada de Santa Cabeça? Mas tudo tem uma história e uma explicação.
História
Por volta do ano de 1829, dois pescadores tiravam o sustento do Rio Tietê e recolheram em suas redes a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora. Eles guardaram a parte da imagem por um tempo, mas, não sabendo o que fazer com a peça, deram-na de presente a um negociante chamado José Corrêa, que vinha do Estado do Rio Grande do Sul com destino ao Estado do Rio de Janeiro. Ele era uma espécie de caixeiro-viajante e, ao passar pelo bairro do Paiol, pertencente à Paróquia de Silveiras (SP), ofereceu a pequena cabeça a uma senhora de nome Joana de Oliveira, que a guardou com respeito e devoção.
Depois de certo tempo, Joana mudou-se para o bairro de Jataí, pertencente à Paróquia de Cachoeira Paulista, e trouxe consigo a imagem da santa, reservando um lugar especial em sua casa.
O reitor do Santuário, padre Pedro de Almeida Cunha, conta que, desde então, centenas de pessoas da vizinhança vinham até a casa de Joana de Oliveira para rezar e agradecer os milagres que recebiam. A casa tornou-se logo pequena para receber a multidão, que vinha de todas as paróquias vizinhas, a fim de venerar a Imagem de Nossa Senhora. O então vigário de Jataí, padre João Graciano de Farias, aconselhou Silvéria de Oliveira, filha de Joana de Oliveira, que ficara com a Imagem, para angariar fundos e construir uma capela.
A imagem da cabeça da Santa foi
encontrada por dois pescadores por
volta de 1829 ou 1830
 Foto de: Eduardo Gois / JS
Mais tarde, foi feita outra capela maior, que também se tornou pequena, e finalmente, em 26 de agosto de 1928, a atual Igreja foi inaugurada pelo monsenhor José Machado. 
Milagres
Os principais milagres estão relacionados a situações que envolvem a cabeça, o pensamento, a inteligência. Milagres diversos relacionados à saúde, como tumores no cérebro, problemas de visão e audição. “Pessoas que pedem para Nossa Senhora iluminar os caminhos, livrar de maus pensamentos. Muitos também relatam milagres relacionados à depressão, síndrome do pânico, doenças psicoemocionais”, relata padre Pedro.
Anualmente, o pequeno Santuário recebe entre 80 e 100 mil pessoas e tem como principal desafio o desenvolvimento da infraestrutura. “Nosso Santuário é pequeno, simples como a casa de Nazaré e a manjedoura de Belém. Porém é bem aconchegante, mas com o crescimento do número de fiéis a cada semana, precisamos construir uma estrutura física que seja capaz de acolher melhor os peregrinos”, conta.
Atualmente, o atendimento espiritual e pastoral dos fiéis é o foco principal. “Isso é um desafio, pois sou apenas um padre para atender, mas vamos dar o máximo nesse sentido”, detalha padre Pedro, que tomou posse no dia 31 de janeiro de 2015.
De acordo com o sacerdote, a maior expectativa é poder atender bem o povo e oferecer a todos uma acolhida bem espiritual e humanizada. “O romeiro que passa pelo Santuário pode esperar um ambiente de oração e contemplação da natureza. É um lugar santo, abençoado, cercado por colinas e muitas árvores, lá se ouve todo o tempo o canto dos pássaros.”  
Um local especial de acolhida
Padre Pedro conta que o Santuário fica aberto de segunda a sexta das 8 às 17 horas. Sempre que chega uma caravana, é preparado um momento especial de oração e consagração à Nossa Senhora e posteriormente as pessoas ficam livres para fazer suas orações pessoais, seus retiros ou conhecer o santuário.
Aos sábados e domingos, os horários ainda são mais amplos das 6 às 17 horas. Nesses dias a consagração à Nossa Senhora é de hora em hora. A primeira inicia-se às 7 horas e a última, às 17 horas. Após a consagração, o devoto pode fazer a bênção dos objetos, das pessoas e de veículos.

Fonte: A12
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