Ícone cultural de Taubaté é encontrado após desaparecimento

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Mestre Paizinho
Foto: Almanaque Urupês
O ícone cultural de Taubaté Geraldo de Paula Santana, conhecido como Mestre Paizinho, foi encontrado na tarde desta quinta-feira (15). A informação foi confirmada pela família da vítima, mas ainda não há muitos detalhes. Ele estava desaparecido desde a noite anterior, gerando uma onda de comoção e preocupação na cidade.

De acordo com informações da TV Cidade, que acompanhou o caso e auxiliou nas buscas, Paizinho foi encontrado na Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, e há a suspeita de sequestro. Responsável pela preservação do moçambique na cidade, o Mestre é responsável pela Companhia de Moçambique de São Benedito, do bairro Parque Bandeirante.

Informações não confirmadas indicavam que o celular dele havia sido achado perto da rodovia, com manchas de sangue, e uma campanha nas redes sociais foi feita para encontrá-lo.

Confira abaixo reportagem sobre o trabalho do Mestre Paizinho publicada em 2013 por O VALE

Uma das maiores tradições culturais da cidade de Taubaté com certeza é a Companhia de Moçambique de São Benedito, do Parque Bandeirante. A Cia. foi criada em 1947, pelo chamado Mestre Paizão. Mas, desde 2002, quem administra todo o projeto, que leva a cultura às escolas, é Geraldo de Paula Santana, o Mestre Paizinho.

Participante do grupo desde os 5 anos de idade, Mestre Paizinho, hoje com 48, se orgulha a cada dia do grande projeto que participa. Sua missão, de levar a tradição da dança e da cultura para os jovens, enche seus sorrisos cada vez mais. “O objetivo é fazer da cultura uma arte de educar. Ir para as escolas, fazer essa divulgação da arte de Moçambique. Tudo isso vem de projetos antigos, grupos antigos e que nós não deixamos se perder”, disse.

A Companhia existe desde 1947, quando iniciou suas apresentações em Caçapava, com o Mestre Paizão. Desde então, surgiram outros grupos de Moçambique, mas só a Companhia de São Benedito permaneceu — graças ao Mestre Paizinho. “Taubaté chegou a ter muitos grupos assim e eu fui observando que os mais antigos iam falecendo, os grupos iam acabando. Me veio uma grande preocupação. Se a gente não passar os ensinamentos pras novas gerações, tudo vai se perder no tempo”, conta, orgulhoso. “Pensei de uma maneira diferente. Por que não fazer da cultura uma forma de educar? Aí, nos apresentamos em 40 escolas, faculdades, colégios de educação especial, fundações… É ideal que a gente mantenha essa cultura”, diz

‘Taubateano como seus ancestrais’, como gosta de dizer e lembrar, Mestre Paizinho vê em Taubaté um lugar ideal para a cultura. “Aqui é um lugar fácil. Tem uma tradição de raiz muito fortalecida”, comenta o nosso personagem. Com uma história repleta de amor pelo que faz e simplicidade, o Mestre continua com seu grande objetivo: não deixar a cultura taubateana morrer.

Fonte: O Vale
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