Há 25 anos o mundo perdia Freddie Mercury

quinta-feira, 24 de novembro de 2016


Jean-Claude Coutausse/AFP

Há 25 anos o mundo perdia um dos maiores ícones do rock mundial. O cantor e compositor Freddie Mercury, vocalista da banda Queen, morreu no dia 24 de novembro de 1991, aos 45 anos, de broncopneumonia em consequência do vírus da Aids. Se vivo, o artista completaria 70 anos em 2016.
A morte prematura de Mercury fez dele um mito e, para os fãs, ele saiu deste plano, mas seu legado musical é eterno. “Claro que foi uma grande perda, mas ele já havia deixado seu nome marcado no cenário musical do planeta. Estava num momento de sua carreira em que seu recado já estava dado.
E ele trabalhou até o último momento. Mesmo num estado praticamente terminal registrou tudo que pode, o que mostra muito do artista que foi Freddie Mercury” , afirma o cantor, músico e produtor Fabiano Negri, das bandas Rei Lagarto, Dusty Old Fingers e Unsuspected Soul Band.
“Ele está entre meus cantores preferidos do gênero. Trouxe muita coisa diferente para o rock, não apenas na forma de cantar, mas nas composições, na presença cênica. Suas composições eram inovadoras. Ele tinha uma capacidade de compor e de cantar espetaculares. Misturava a linguagem da música clássica com o rock, fazia um fantástico trabalho de coral, de ordenação de vozes”, avalia Negri.
Um exemplo dessa mescla é o álbum Barcelona, lançado em 1988, com a participação da cantora lírica espanhola Montserrat Caballé em praticamente todas as faixas, num encontro musical considerado até hoje um dos mais bem sucedidos da carreira do cantor.
A canção que dá nome ao disco foi escolhida para ser o hino dos Jogos Olímpicos na Espanha em 1992 e, apesar da morte de Mercury sete meses antes do início dos jogos, foi apresentada na abertura e usada como música título na cobertura dos jogos olímpicos.
“O Queen deixou um legado musical importante. Seus álbuns dos anos 70 foram marcantes no cenário do rock’n’roll. Na década de 1980, a banda mudou um pouco a proposta, se tornou mais pop, com canções e refrões mais cantáveis pelo público. Mas isso foi positivo, porque levou pessoas que não eram muito fãs do gênero a gostarem de rock. E tanto o trabalho instrumental como o vocal era muito bom. Os músicos eram talentosos, e o vocal de Mercury, fantástico”, aponta o empresário. produtor e pesquisador musical Erivaldo Cardoso dos Santos, o Riva.
Freddie Mercury, ou Farrock Bulsara (seu nome de batismo) nasceu em Zanzibar, na Tanzânia, em 5 de setembro de 1946. Aos 8 anos se mudou para Bombaim (atual Mumbai), na Índia, e aos 17 foi morar com a família em Londres, Inglaterra, onde sua veia artística apareceu. Sua primeira banda foi a Ibex, de vida curta. Logo a seguir ele se juntou ao guitarrista Brian May, ao baterista Roger Taylor e ao baixista Tim Staffel no grupo Smile.
Quando Staffel saiu da banda, John Deacon assumiu seu lugar como baixista e surgiu o Queen, que se apresentou pela primeira vez em 1970 e lançou seu álbum de estreia em 1973. O sucesso veio em 1975, com o álbum A Night at the Opera, o quarto de estúdio da banda, e o hit Bohemian Rhapsody. O disco quebrou recordes e firmou o nome do grupo no mundo do rock. A partir daí, seus shows arrastavam multidões pelos quatro cantos do planeta.
O Queen esteve no Brasil pela primeira vez em 1981, quando se apresentou no estádio do Morumbi para cerca de 120 mil fãs, num show considerado histórico. A banda voltou ao País em 1985 para participar do Rock in Rio, e protagonizou outro momento épico, com milhares de fãs cantando Love of My Life à capela, debaixo de chuva e em meio à lama.
Fonte: Correio Popular
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