Começa o júri de Ananias dos Santos, acusado de matar irmãs em Cunha

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Ananias negou que sua namorada tenha participado do crime (Foto: Caroline Hasselmann/G1)
Crime teria sido motivado por rejeição e ciúme.
(Foto: Caroline Hasselmann/ Arquivo G1)

O júri popular de Ananias dos Santos, de 31 anos, acusado de matar duas irmãs em Cunha (SP) no ano de 2011, começou por volta das 9h40 desta quarta-feira (3) no Fórum de São José dos Campos.

O réu é julgado pelo duplo assassinato das irmãs Josely e Juliana, que na época do crime tinham 15 e 16 anos respectivamente. Elas desapareceram quando voltavam da escola e, segundo a investigação, foram mortas a tiros por Ananias. O crime teria sido motivado pela rejeição de uma delas em ter um relacionamento com o acusado.

No início da sessão, o corpo de jurados foi formado com sete pessoas, sendo seis homens e uma mulher. O julgamento será composto com a apresentação das provas do crime,  interrogatório do réu e depoimento de testemunhas para que então sejam feitas as votações do júri e a leitura da sentença. A previsão é de que o julgamento siga até o fim do dia. O julgamento acontece na cidade a pedido dos defensores de Ananias.
Ananias, que está preso preventivamente na P2 de Tremembé, chegou ao Fórum pouco depois das 9h e foi encaminhado direto ao salão do júri. Os jornalistas não tiveram acesso ao acusado, mas durante o interrogatório dele, que durou cerca de 30 minutos durante a manhã, o réu negou que tenha praticado o crime e disse que confessou o duplo assassinato após ser torturado.

"(Na delegacia) Me amarraram com um saco preto na cabeça, com a arma na minha costela e depois me ameaçaram. Quero deixar claro que não cometi esse crime", disse.

O réu é julgado por duplo homicídio qualificado e, se condenado, pode pegar até 60 anos de prisão. Com, a desistência dos advogados particulares do réu em novembro de 2013, a Justiça indicou um novo advogado de defesa, Celso Moreno, que atua na Comarca de Cunha. Como o julgamento acontece em São José, Natan Dias Santiago foi indicado substituto apenas para o dia do júri.
Os pais das adolescentes mortas, Iracema Maria Teixeira de Oliveira e João Benedito de Oliveira, acompanham a sessão do júri e na chegada ao Fórum voltaram a pedir a condenação de Ananias pelo crime.

"Estou muito ansiosa, não via a hora do júri chegar. Eu tenho fé de que Deus vai me dar forças para ficar de frente com ele (Ananias). O que eu quero é justiça. Confio em Deus que vai dar tudo certo", disse Iracema.


Crime
As irmãs Josely e Juliana tinham, respectivamente, 16 e 15 anos na época. Elas desapareceram em março quando voltavam da escola. Segundo a investigação, elas foram abordadas por Ananias e mortas a tiros.

O crime teria sido motivado pela rejeição de uma das adolescentes em ter um relacionamento com o suspeito e também pelo ciúme que esse interesse teria causado na namorada do suspeito. Ele disse em depoimento, que ao abordá-las, o objetivo era apenas "dar um susto", não assassiná-las.
Os corpos foram encontrados na zona rural da cidade cinco dias depois dos homicídios, a uma distância de cerca de 12 quilômetros da casa onde elas moravam. Ananias era conhecido da família das jovens.

Fonte: G1
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